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MARTINE, Joly. O que é uma Imagem?

MARTINE, Joly. Capítulo 1: O que é uma Imagem?. In: INTRODUÇÃO à análise da Imagem. Lisboa: Ed. 70, 2007. p. 13 - 44. PREFÁCIO “A utilização das imagens generaliza-se de fato e, quer as olhemos quer as fabriquemos, somos quotidianamente levados à sua utilização, decifração e interpretação.” p. 9 Paradoxo - imagens parecem ser naturais e sentimos que não precisamos aprender sobre ela mas, ao mesmo tempo, sentimos que podemos ser influenciados por quem as domina. “ É precisamente por sermos feitos da mesma massa da imagem que ela nos é tão familiar e que não somos as cobaias que por vezes julgamos ser.” p. 10 Entender a análise da imagem nos torna menos passíveis. Método Seguido “(...) semiótica permite não apenas reconciliar usos da palavra imagem, mas também abordar a complexidade da sua natureza, entre imitação, sinal e convenção. “ p. 11 Implicações da análise de imagem: a recusa ou o desejo por ela, as precauções preliminares, as expectativas que ela suscita ou seu contexto ...

LUCA, Tania Regina de. História dos, nos e por meio dos periódicos

  LUCA, Tania Regina de. História dos, nos e por meio dos periódicos. In.: PINSKY, Carla Bassanezi (Org). Fontes Históricas . São Paulo: Editora Contexto, 2005. Década de 70 → poucos trabalhos usando revistas e jornais como fontes da história do Brasil Reconheciam a importância dos periódicos → se escrevia história da imprensa, mas não por meio dela Esse não era um caso brasileiro. Há de se considerar certa tradição de busca da verdade durante o século XIX e o início do XX, onde estabeleceu-se uma hierarquia de fontes. Os impressos, devido ao seu caráter não objetivo, parcial e distorcido, eram vistos como pouco adequados. Os Annales criticam essa concepção na déc. de 30, mas não implica no reconhecimento imediato da imprensa. A História Nova e além Décadas finais do XX → mudanças na prática historiográfica Terceira geração dos Annales → propôs novos objetos, problemas e abordagens. → aportes analíticos de outras Ciências Humanas nos fizeram refletir sobre as fronteiras da ...

LIMA, Antonio. Sobre tutela e participação

  Ctrl C + Ctrl V Objetivo →traçar um panorama sumário das relações entre povos indígenas e Estado no Brasil do início do século XX ao presente A proteção fraternal rondoniana e a tutela do Estado em relação aos indígenas No início da república ainda haviam muitos lugares desconhecidos no território brasileiro. Como, de tal caleidoscópio, forjar um povo que se sentisse pertencente a uma pátria brasileira? Seria possível conservar íntegro um território apenas juridicamente brasileiro, mas em realidade incógnito, agora que o emblema imperial esvanecera-se enquanto signo de uma forma de totalização (...) p. 427 Como conseguir unidade no território? Três desafios da classe dominante: fim jurídico da escravidão e necessidade de instauração de uma ordem baseada na liberdade, ainda assim mantendo controle sobre o acesso a terra e sobre a força de trabalho a necessidade de construção efetiva de um aparato administrativo de Estado, com o fim do Real Padroado as igrejas deixaram ...

LIMA, Antônio. O Governo dos Índios sob a gestão do SPI

LIMA, Antônio Carlos de Souza. O Governo dos Índios sob a gestão do SPI. In: (ORG), Manuela Carneiro da Cunha. História dos Índios no Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 133-154. ctrl C + ctrl V SPI → primeiro aparelho de poder governamentalizado instituído para gerir a relação entre os povos indígenas, distintos grupos sociais e demais aparelhos de poder Surge de uma necessidade de homogeneização das concepções e exercícios sobre a questão indígena. O SPI foi criado em 1910 como Serviço de Proteção aos índios e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPILTN), parte constituinte do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (MAIC), além da proteção aos índios (Lima, 1987b), abrangendo as tarefas de fixação no campo da mão-de-obra rural não estrangeira — notadamente a que se supunha era descendente da escravidão —, por meio de um sistema de controle do acesso à propriedade e treinamento técnico da força de trabalho, efetivado por meio de unidades de ação de...

FABRIS, Annateresa. Modernidade e vanguarda: o caso brasileiro

FABRIS, A.. Modernidade e Vanguarda: O Caso Brasileiro. In: FABRIS, Annateresa. (Org.). Modernidade e modernismo no Brasil. CAMPINAS: MERCADO DE LETRAS, 1994, v. , p. 9-25. Não é possível operar uma ideia única de modernidade, por isso ela opta por analisar alguns discursos. Clement Greenber → tipificou o discurso da autorreferencialidade da arte moderna → uso dos métodos de uma disciplina para criticá-la e não subvertê-la "A ideia hegeliana da morte da arte ecoa nas concepções de Greenberg, que percebe uma única saída para evitar a crise anunciada com o advento de uma sociedade de massa: a autolimitação imposta, o fechamento dentro dos próprios limites, a concentração na natureza intrínseca do meio. Desse modo, a arte moderna recorta uma área de competência própria que não se confunde com qualquer outra expressão artística, pois suas características são a busca da superfície plana, a preocupação com o formato do suporte e as qualidades dos pigmentos. (...) Ao privilegiar o ót...

CUNHA, Maria C. P. Ecos da Folia

CUNHA, Maria Clementina Pereira.  Ecos da Folia : uma história social do carnaval carioca entre 1880 e 1920. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. INTRODUÇÃO Muito cedo o Carnaval foi associado à imagem de nação, por conseguir expressar a originalidade e esboçar o perfil que diferencia o brasileiro. p. 13 Careta, 2 de fevereiro de 1918 - “O Carnaval formou a essência do nosso sangue”. Silêncio intelectual em torno do Carnaval. O vemos como se tivesse surgido junto e simetricamente com a nação. A autora, ao invés de ver a folia como união nacional, pretende esmiuçar as dimensões de classe, raça, gênero, etc, da mesma. Cap. 1 →Inventaria práticas carnavalescas do final do séc. XIX e início do XX Entrudo - “é muito mais que uma molhadeira generalizada, incorporando também uma série de folguedos de sentidos sociais muito definidos.” p. 17 Cap. 2 →Remete aos padrões de elegância de foliões cariocas que se inspiravam em Veneza Cap. 3 →Carnaval dos pobres Cap. 4 →Como intelec...

CUNHA, Manuela Carneiro da. Política indigenista no século XIX

CUNHA, Manuela Carneiro da. Política indigenista no século XIX. In: (ORG), Manuela Carneiro da Cunha. História dos Índios no Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 133-154. O século XIX foi um período heterogêneo que conheceu três regimes político: colônia, império e república. A questão indígena deixa de ser sobre mão de obra, para se tornar uma questão de terras. A mão de obra indígena só segue como alternativa local e transitória frente a novas oportunidades (ex: extração da borracha antes da chegada dos nordestinos). Estreitamento da arena de discussões sobre a política indigenista: antes ela era tratada pelos moradores, a Coroa e os jesuítas, mas com a expulsão dos mesmos em 1759 e a vinda da Corte em 1908 a política indigenista passa a ser uma questão do Estado. A questão indígena passa a ser discutida em novos termo (do fim do XVIII até meados do XIX) → Exterminar os índios "bravos" ou civilizá-los e incorporá-los como mão de obra São humanos?...