Postagens

Mostrando postagens com o rótulo indígenas

LIMA, Antonio. Sobre tutela e participação

  Ctrl C + Ctrl V Objetivo →traçar um panorama sumário das relações entre povos indígenas e Estado no Brasil do início do século XX ao presente A proteção fraternal rondoniana e a tutela do Estado em relação aos indígenas No início da república ainda haviam muitos lugares desconhecidos no território brasileiro. Como, de tal caleidoscópio, forjar um povo que se sentisse pertencente a uma pátria brasileira? Seria possível conservar íntegro um território apenas juridicamente brasileiro, mas em realidade incógnito, agora que o emblema imperial esvanecera-se enquanto signo de uma forma de totalização (...) p. 427 Como conseguir unidade no território? Três desafios da classe dominante: fim jurídico da escravidão e necessidade de instauração de uma ordem baseada na liberdade, ainda assim mantendo controle sobre o acesso a terra e sobre a força de trabalho a necessidade de construção efetiva de um aparato administrativo de Estado, com o fim do Real Padroado as igrejas deixaram ...

LIMA, Antônio. O Governo dos Índios sob a gestão do SPI

LIMA, Antônio Carlos de Souza. O Governo dos Índios sob a gestão do SPI. In: (ORG), Manuela Carneiro da Cunha. História dos Índios no Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 133-154. ctrl C + ctrl V SPI → primeiro aparelho de poder governamentalizado instituído para gerir a relação entre os povos indígenas, distintos grupos sociais e demais aparelhos de poder Surge de uma necessidade de homogeneização das concepções e exercícios sobre a questão indígena. O SPI foi criado em 1910 como Serviço de Proteção aos índios e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPILTN), parte constituinte do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (MAIC), além da proteção aos índios (Lima, 1987b), abrangendo as tarefas de fixação no campo da mão-de-obra rural não estrangeira — notadamente a que se supunha era descendente da escravidão —, por meio de um sistema de controle do acesso à propriedade e treinamento técnico da força de trabalho, efetivado por meio de unidades de ação de...

CUNHA, Manuela Carneiro da. Política indigenista no século XIX

CUNHA, Manuela Carneiro da. Política indigenista no século XIX. In: (ORG), Manuela Carneiro da Cunha. História dos Índios no Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 133-154. O século XIX foi um período heterogêneo que conheceu três regimes político: colônia, império e república. A questão indígena deixa de ser sobre mão de obra, para se tornar uma questão de terras. A mão de obra indígena só segue como alternativa local e transitória frente a novas oportunidades (ex: extração da borracha antes da chegada dos nordestinos). Estreitamento da arena de discussões sobre a política indigenista: antes ela era tratada pelos moradores, a Coroa e os jesuítas, mas com a expulsão dos mesmos em 1759 e a vinda da Corte em 1908 a política indigenista passa a ser uma questão do Estado. A questão indígena passa a ser discutida em novos termo (do fim do XVIII até meados do XIX) → Exterminar os índios "bravos" ou civilizá-los e incorporá-los como mão de obra São humanos?...

CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na Constituição

CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na Constituição. São Paulo: Novos Estudos. CEBRAP, v. 37, p. 429-443, 2018.   ctrl C + ctrl V Os índios haviam sido incluídos ad hoc no Código Civil de 1916, en-tre os “relativamente capazes”, equiparados às mulheres casadas (mas não às solteiras) e aos menores de idade entre 16 e 21 anos. O propósito expresso era protegê-los de maus negócios em que sua inexperiência podia metê-los. p. 430 Relativamente capazes e incapazes eram TUTELADOS → Mas ambos eram considerados “tutelados”. As mulheres casadas eram tuteladas pelos maridos, e os índios, pela União, que delegou essa tutela primei-ro ao spi, de 1916 a 1967, e, após o escândalo que revelou os abusos e a corrupção do spi, à Funai. p. 431 A Funai interpretava a figura da tutela como um poder que se sobrepunha à vontade dos índios. Decreto de Rangel Reis. Emancipar índios da tutela com frequência seria interpretado por juízes como uma forma de destituí-los de sua condição indígena e, por con...

CONCEIÇÃO, Hélida Santos. Podem os índios ser brasileiros? Intelectuais, indígenas e cidadania no Império

CONCEIÇÃO, H. S.. Podem os índios ser brasileiros? Intelectuais, indígenas e cidadania no Império. In: XXVI Simpósio Nacional de História, 2011, São Paulo. Anais eletrônicos do XXVI Simpósio Nacional de História, 2011. ctrl C + ctrl V do texto PÁGINA 1 Consolidação do Império e formação do estado-nação a partir da segunda metade do XIX. Para além de um debate historiográfico que indagava a origem dos índios no Brasil, tem-se um projeto político que busca orientar as tomadas de decisão do império no que concerne ao futuro das populações indígenas. Hipótese que o discurso histórico do IHGB muito embora buscasse apontar caminhos para a incorporação do índio na sociedade nacional, ele não absorvia as tensões e divergências regionais fruto da presença índigena em várias partes importantes do Império nação. ÍNDIOS E A NAÇÃO Seria possível tornar os índios brasileiros? Esta questão esteve presente no imaginário nacional durante boa parte do século XIX, principalmente no segundo reinado ...

BORA, Leonardo Augusto. Entre bons e maus selvagens: a representação do índio no carnaval brasileiro

BORA, Leonardo Augusto. Entre bons e maus selvagens: a representação do índio no carnaval brasileiro. Textos escolhidos de cultura e arte populares , Rio de Janeiro, v.10, n.2, p. 109-126, nov. 2013. O ÍNDIO NO CARNAVAL CARIOCA DO SÉCULO XIX: ENTRE BARBAS, LETRAS E TACAPES "Pode-se dizer que a fantasia carnavalesca é a responsável pela instauração de um jogo duplo: entre identidade e alteridade e entre real e imaginário (ferreira, 1999, p. 98)." p. 111 Ascensão dos bailes de fantasia no século XIX →popularização do uso de fantasias no carnaval → antes o carnaval era basicamente o entrudo Segunda metade do XIX → fantasias de índios ganham destaque por conta do desfile da Sociedade Carnavalesca Triunfo dos Cucumbis, em 1888, um grupo de negros vestidos de índio Maria Clementina Pereira Cunha (2001, p. 42) → "As fantasias envergadas pelos participantes do cucumbi eram também bastante características: para os índios, círculos de penas nos joelhos, cintura, braços e pulso...

ALMEIDA, Maria R. C. Índios e mestiços no Rio de Janeiro: significados plurais e cambiantes (séculos XVIII-XIX)

  INTRODUÇÃO União entre história e antropologia → conceitos como etnicidade e cultura estão sendo repensados → ideia de identidades plurais e de que categorias étnicas são historicamente construídas O artigo pretende analisar das reformas pombalinas à segunda metade do XIX. Fluidez e pluralidade da identidade indígena, negra e mestiça →"Se, nos registros, indivíduos passavam de índios a mestiços, de negros a pardos e vice-versa, isso reflete uma realidade cotidiana daquelas sociedades, onde eles podiam se identificar ou serem identificados de uma ou de outra forma, conforme interesses e possibilidades." p. 22 A classificação das populações indígenas era alvo de disputas políticas e sociais, não se desvinculando dos embates em relação à terra. As categorias "indígena" e "mestiço" são construções históricas e variam conforme o momento vivenciado, podendo assumir a identidade de índio mestiço , sendo mais um ou outro de acordo com a situação e os agen...