Postagens

Mostrando postagens com o rótulo rio de janeiro

FABRIS, Annateresa. Modernidade e vanguarda: o caso brasileiro

FABRIS, A.. Modernidade e Vanguarda: O Caso Brasileiro. In: FABRIS, Annateresa. (Org.). Modernidade e modernismo no Brasil. CAMPINAS: MERCADO DE LETRAS, 1994, v. , p. 9-25. Não é possível operar uma ideia única de modernidade, por isso ela opta por analisar alguns discursos. Clement Greenber → tipificou o discurso da autorreferencialidade da arte moderna → uso dos métodos de uma disciplina para criticá-la e não subvertê-la "A ideia hegeliana da morte da arte ecoa nas concepções de Greenberg, que percebe uma única saída para evitar a crise anunciada com o advento de uma sociedade de massa: a autolimitação imposta, o fechamento dentro dos próprios limites, a concentração na natureza intrínseca do meio. Desse modo, a arte moderna recorta uma área de competência própria que não se confunde com qualquer outra expressão artística, pois suas características são a busca da superfície plana, a preocupação com o formato do suporte e as qualidades dos pigmentos. (...) Ao privilegiar o ót...

CUNHA, Maria C. P. Ecos da Folia

CUNHA, Maria Clementina Pereira.  Ecos da Folia : uma história social do carnaval carioca entre 1880 e 1920. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. INTRODUÇÃO Muito cedo o Carnaval foi associado à imagem de nação, por conseguir expressar a originalidade e esboçar o perfil que diferencia o brasileiro. p. 13 Careta, 2 de fevereiro de 1918 - “O Carnaval formou a essência do nosso sangue”. Silêncio intelectual em torno do Carnaval. O vemos como se tivesse surgido junto e simetricamente com a nação. A autora, ao invés de ver a folia como união nacional, pretende esmiuçar as dimensões de classe, raça, gênero, etc, da mesma. Cap. 1 →Inventaria práticas carnavalescas do final do séc. XIX e início do XX Entrudo - “é muito mais que uma molhadeira generalizada, incorporando também uma série de folguedos de sentidos sociais muito definidos.” p. 17 Cap. 2 →Remete aos padrões de elegância de foliões cariocas que se inspiravam em Veneza Cap. 3 →Carnaval dos pobres Cap. 4 →Como intelec...

CUNHA, Fabiana Lopes da. Caricaturas carnavalescas na Careta

  ctrl C + ctrl V O artigo busca tratar das caricaturas carnavalescas, que compreendemos ser não apenas as ilustrações, mas também os textos irreverentes e cheios de humor, publicados pela revista (HERMAN LIMA) . Careta, entre o período de 1908 e 1918. —> Poema sobre entrudo carnaval A menção ao preço exorbitante exigido para a aquisição dos vidros de lança-perfume mostra como estas inovações relativas às folias momescas acabavam sendo inacessíveis ao bolso de boa parte da parte da população e o quanto a festa carnavalesca estava ficando cada vez mais cara. p58 pdf Textos e ilustrações em tom bem humorado ou irônico sobre o carnaval ou que carnavalizavam temas como política, economia, costumes e relações sociais eram usuais em periódicos e revistas ilustradas do período. É nítido que os autores têm intimidade com a folia momesca (carnavalesca). Inovações na imprensa no RJ fins do XIX: distribuição de exemplares em carroças, incremento de correspondentes estrangeiros, uso ...

CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados

  INTRODUÇÃO Aristides Lobo →Segundo ele, o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver talvez uma parada militar. Louis Couty → o Brasil não tem povo Autor rejeita a visão maniqueísta de que o Estado é um vilão e o povo vítima indefesa porque acaba por bestializar o povo. Para ele a relação povo-Estado é uma via de mão dupla, embora não igualitária. "Todo sistema de dominação, para sobreviver, terá de desenvolver uma base qualquer de legitimidade, ainda que seja a apatia dos cidadãos." p. 11 "Embora proclamado sem a iniciativa popular, o novo regime despertaria entre os exclu í dos do sistema anterior certo entusiasmo quanto à s novas possibilidades de participação." p. 12 Burguês primeiro cidadão moderno. Rio de Janeiro era a maior cidade do início da República, com mais de 500 mil habitantes. A historiografia é uma projeção do presente so...