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Mostrando postagens com o rótulo século XX

LUCA, Tania Regina de. História dos, nos e por meio dos periódicos

  LUCA, Tania Regina de. História dos, nos e por meio dos periódicos. In.: PINSKY, Carla Bassanezi (Org). Fontes Históricas . São Paulo: Editora Contexto, 2005. Década de 70 → poucos trabalhos usando revistas e jornais como fontes da história do Brasil Reconheciam a importância dos periódicos → se escrevia história da imprensa, mas não por meio dela Esse não era um caso brasileiro. Há de se considerar certa tradição de busca da verdade durante o século XIX e o início do XX, onde estabeleceu-se uma hierarquia de fontes. Os impressos, devido ao seu caráter não objetivo, parcial e distorcido, eram vistos como pouco adequados. Os Annales criticam essa concepção na déc. de 30, mas não implica no reconhecimento imediato da imprensa. A História Nova e além Décadas finais do XX → mudanças na prática historiográfica Terceira geração dos Annales → propôs novos objetos, problemas e abordagens. → aportes analíticos de outras Ciências Humanas nos fizeram refletir sobre as fronteiras da ...

CUNHA, Maria C. P. Ecos da Folia

CUNHA, Maria Clementina Pereira.  Ecos da Folia : uma história social do carnaval carioca entre 1880 e 1920. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. INTRODUÇÃO Muito cedo o Carnaval foi associado à imagem de nação, por conseguir expressar a originalidade e esboçar o perfil que diferencia o brasileiro. p. 13 Careta, 2 de fevereiro de 1918 - “O Carnaval formou a essência do nosso sangue”. Silêncio intelectual em torno do Carnaval. O vemos como se tivesse surgido junto e simetricamente com a nação. A autora, ao invés de ver a folia como união nacional, pretende esmiuçar as dimensões de classe, raça, gênero, etc, da mesma. Cap. 1 →Inventaria práticas carnavalescas do final do séc. XIX e início do XX Entrudo - “é muito mais que uma molhadeira generalizada, incorporando também uma série de folguedos de sentidos sociais muito definidos.” p. 17 Cap. 2 →Remete aos padrões de elegância de foliões cariocas que se inspiravam em Veneza Cap. 3 →Carnaval dos pobres Cap. 4 →Como intelec...

CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na Constituição

CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na Constituição. São Paulo: Novos Estudos. CEBRAP, v. 37, p. 429-443, 2018.   ctrl C + ctrl V Os índios haviam sido incluídos ad hoc no Código Civil de 1916, en-tre os “relativamente capazes”, equiparados às mulheres casadas (mas não às solteiras) e aos menores de idade entre 16 e 21 anos. O propósito expresso era protegê-los de maus negócios em que sua inexperiência podia metê-los. p. 430 Relativamente capazes e incapazes eram TUTELADOS → Mas ambos eram considerados “tutelados”. As mulheres casadas eram tuteladas pelos maridos, e os índios, pela União, que delegou essa tutela primei-ro ao spi, de 1916 a 1967, e, após o escândalo que revelou os abusos e a corrupção do spi, à Funai. p. 431 A Funai interpretava a figura da tutela como um poder que se sobrepunha à vontade dos índios. Decreto de Rangel Reis. Emancipar índios da tutela com frequência seria interpretado por juízes como uma forma de destituí-los de sua condição indígena e, por con...

CRUZ, Heloísa de Faria. São Paulo em Papel e Tinta: periodismo e vida urbana 1890/1915

CRUZ, Heloísa de Faria. Ebook - São Paulo em Papel e Tinta : periodismo e vida urbana 1890/1915. 2. ed. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São Paulo, 2013. v. 01. 135p. PARTE III - A Imprensa, a Cidade e o Povo 7. Circuitos de difusão: da donzela ao operário Papel da imprensa nos processos de "letramento do povo" → a autora chama de popularização da cultura letrada A discussão sobre quem lia o quê é espinhosa. "No universo dos estudos históricos recentes [sobre difusão da escrita e da leitura], tanto na Europa como nos Estados Unidos, tais dificuldades têm sido encaminhadas através de dois trajetos fundamentais: o estudo vertical sobre registros de leitores específicos, caso dos estudos de Ginsburg (1987) e Darnton (1987, 1992), e através de métodos quantitativos, desenvolvidos centralmente pela recente historiografia francesa, buscando estabelecer séries e padrões estatísticos que possibilitem estudar a escrita e a leitura enquanto um fenômeno social" p. 8...

CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados

  INTRODUÇÃO Aristides Lobo →Segundo ele, o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver talvez uma parada militar. Louis Couty → o Brasil não tem povo Autor rejeita a visão maniqueísta de que o Estado é um vilão e o povo vítima indefesa porque acaba por bestializar o povo. Para ele a relação povo-Estado é uma via de mão dupla, embora não igualitária. "Todo sistema de dominação, para sobreviver, terá de desenvolver uma base qualquer de legitimidade, ainda que seja a apatia dos cidadãos." p. 11 "Embora proclamado sem a iniciativa popular, o novo regime despertaria entre os exclu í dos do sistema anterior certo entusiasmo quanto à s novas possibilidades de participação." p. 12 Burguês primeiro cidadão moderno. Rio de Janeiro era a maior cidade do início da República, com mais de 500 mil habitantes. A historiografia é uma projeção do presente so...

BORA, Leonardo Augusto. Entre bons e maus selvagens: a representação do índio no carnaval brasileiro

BORA, Leonardo Augusto. Entre bons e maus selvagens: a representação do índio no carnaval brasileiro. Textos escolhidos de cultura e arte populares , Rio de Janeiro, v.10, n.2, p. 109-126, nov. 2013. O ÍNDIO NO CARNAVAL CARIOCA DO SÉCULO XIX: ENTRE BARBAS, LETRAS E TACAPES "Pode-se dizer que a fantasia carnavalesca é a responsável pela instauração de um jogo duplo: entre identidade e alteridade e entre real e imaginário (ferreira, 1999, p. 98)." p. 111 Ascensão dos bailes de fantasia no século XIX →popularização do uso de fantasias no carnaval → antes o carnaval era basicamente o entrudo Segunda metade do XIX → fantasias de índios ganham destaque por conta do desfile da Sociedade Carnavalesca Triunfo dos Cucumbis, em 1888, um grupo de negros vestidos de índio Maria Clementina Pereira Cunha (2001, p. 42) → "As fantasias envergadas pelos participantes do cucumbi eram também bastante características: para os índios, círculos de penas nos joelhos, cintura, braços e pulso...