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CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na Constituição

CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na Constituição. São Paulo: Novos Estudos. CEBRAP, v. 37, p. 429-443, 2018.   ctrl C + ctrl V Os índios haviam sido incluídos ad hoc no Código Civil de 1916, en-tre os “relativamente capazes”, equiparados às mulheres casadas (mas não às solteiras) e aos menores de idade entre 16 e 21 anos. O propósito expresso era protegê-los de maus negócios em que sua inexperiência podia metê-los. p. 430 Relativamente capazes e incapazes eram TUTELADOS → Mas ambos eram considerados “tutelados”. As mulheres casadas eram tuteladas pelos maridos, e os índios, pela União, que delegou essa tutela primei-ro ao spi, de 1916 a 1967, e, após o escândalo que revelou os abusos e a corrupção do spi, à Funai. p. 431 A Funai interpretava a figura da tutela como um poder que se sobrepunha à vontade dos índios. Decreto de Rangel Reis. Emancipar índios da tutela com frequência seria interpretado por juízes como uma forma de destituí-los de sua condição indígena e, por con...

CUNHA, Fabiana Lopes da. Caricaturas carnavalescas na Careta

  ctrl C + ctrl V O artigo busca tratar das caricaturas carnavalescas, que compreendemos ser não apenas as ilustrações, mas também os textos irreverentes e cheios de humor, publicados pela revista (HERMAN LIMA) . Careta, entre o período de 1908 e 1918. —> Poema sobre entrudo carnaval A menção ao preço exorbitante exigido para a aquisição dos vidros de lança-perfume mostra como estas inovações relativas às folias momescas acabavam sendo inacessíveis ao bolso de boa parte da parte da população e o quanto a festa carnavalesca estava ficando cada vez mais cara. p58 pdf Textos e ilustrações em tom bem humorado ou irônico sobre o carnaval ou que carnavalizavam temas como política, economia, costumes e relações sociais eram usuais em periódicos e revistas ilustradas do período. É nítido que os autores têm intimidade com a folia momesca (carnavalesca). Inovações na imprensa no RJ fins do XIX: distribuição de exemplares em carroças, incremento de correspondentes estrangeiros, uso ...

CRUZ, Heloísa de Faria. São Paulo em Papel e Tinta: periodismo e vida urbana 1890/1915

CRUZ, Heloísa de Faria. Ebook - São Paulo em Papel e Tinta : periodismo e vida urbana 1890/1915. 2. ed. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São Paulo, 2013. v. 01. 135p. PARTE III - A Imprensa, a Cidade e o Povo 7. Circuitos de difusão: da donzela ao operário Papel da imprensa nos processos de "letramento do povo" → a autora chama de popularização da cultura letrada A discussão sobre quem lia o quê é espinhosa. "No universo dos estudos históricos recentes [sobre difusão da escrita e da leitura], tanto na Europa como nos Estados Unidos, tais dificuldades têm sido encaminhadas através de dois trajetos fundamentais: o estudo vertical sobre registros de leitores específicos, caso dos estudos de Ginsburg (1987) e Darnton (1987, 1992), e através de métodos quantitativos, desenvolvidos centralmente pela recente historiografia francesa, buscando estabelecer séries e padrões estatísticos que possibilitem estudar a escrita e a leitura enquanto um fenômeno social" p. 8...

CONCEIÇÃO, Hélida Santos. Podem os índios ser brasileiros? Intelectuais, indígenas e cidadania no Império

CONCEIÇÃO, H. S.. Podem os índios ser brasileiros? Intelectuais, indígenas e cidadania no Império. In: XXVI Simpósio Nacional de História, 2011, São Paulo. Anais eletrônicos do XXVI Simpósio Nacional de História, 2011. ctrl C + ctrl V do texto PÁGINA 1 Consolidação do Império e formação do estado-nação a partir da segunda metade do XIX. Para além de um debate historiográfico que indagava a origem dos índios no Brasil, tem-se um projeto político que busca orientar as tomadas de decisão do império no que concerne ao futuro das populações indígenas. Hipótese que o discurso histórico do IHGB muito embora buscasse apontar caminhos para a incorporação do índio na sociedade nacional, ele não absorvia as tensões e divergências regionais fruto da presença índigena em várias partes importantes do Império nação. ÍNDIOS E A NAÇÃO Seria possível tornar os índios brasileiros? Esta questão esteve presente no imaginário nacional durante boa parte do século XIX, principalmente no segundo reinado ...

CHARTIER, Roger. À Beira da Falésia

CHARTIER, Roger. À Beira da Falésia : a história entre certezas e inquietude. Porto Alegre: Ed. Universidade/Ufrgs, 2002. 278 p. Tradução de: Patrícia Chittoni Ramos. Introdução geral Crise da História → p. 7-8 Desafio para a nova história das sociedades → p. 10 Importância da noção de representação → ela articula três coisas: 1) representações coletivas que incorporam nos indivíduos as divisões do mundo social, 2) formas de exibição e estilização da identidade que pretendem ver reconhecida, 3) delegação a representantes da coerência e estabilidade da identidade assim afirmada. "A história da construção das identidades sociais encontra-se assim transformada em uma história das relações simbólicas de força." p. 11 Essa parte é uma aula de teoria e, como sempre, eu não entendi n-a-d-a. "Nesses últimos anos, três noções sustentaram a reflexão das ciências humanas e sociais: discurso, prática, representação." p. 18 Primeira parte: PERCURSO Introdução Os quatro...

CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados

  INTRODUÇÃO Aristides Lobo →Segundo ele, o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver talvez uma parada militar. Louis Couty → o Brasil não tem povo Autor rejeita a visão maniqueísta de que o Estado é um vilão e o povo vítima indefesa porque acaba por bestializar o povo. Para ele a relação povo-Estado é uma via de mão dupla, embora não igualitária. "Todo sistema de dominação, para sobreviver, terá de desenvolver uma base qualquer de legitimidade, ainda que seja a apatia dos cidadãos." p. 11 "Embora proclamado sem a iniciativa popular, o novo regime despertaria entre os exclu í dos do sistema anterior certo entusiasmo quanto à s novas possibilidades de participação." p. 12 Burguês primeiro cidadão moderno. Rio de Janeiro era a maior cidade do início da República, com mais de 500 mil habitantes. A historiografia é uma projeção do presente so...

BURKE, Peter. Testemunha ocular: história e imagem

BURKE, Peter. Testemunha ocular: história e imagem. Trad. Vera Maria Xavier dos Santos. Bauru: EDUSC, 2004. INTRODUÇÃO O Testemunho das Imagens O estudo de “novos” campos da história (mentalidades, corpo, cotidiano, etc) só é possível porque os historiadores não se limitaram às fontes tradicionais oficiais. A Invisibilidade do visual Poucos historiadores usam a imagem como fonte de fato e, quando usa, “é frequentemente utilizada para ilustrar conclusões a que o autor já havia chegado por outros meios (...)” p.12 Alguns historiadores usavam imagens como evidências em períodos sem documentos escritos, ou com poucos, como no caso da pré história. Ele cita alguns caso da Idade média também. Jacob Burckhardt e Johan Huizinga estudaram imagens. Huizinga -> “o que o estudo da história e a criação artística têm em comum é um modo de formar imagens.” p.14 Imagens também foram usadas por Aby Warburg, Frances Yates e Gilberto Freyre. Freyre -> “que descreveu a si mesmo como um pin...